O Brexit sem acordo no dominio da defesa



Mafalda Filipa Serrano Martins, nº 27902

Optei por este tema, dado que, é bastante atual, provido ainda por alguma incerteza, que pode ter impacto na credibilidade da união e levar a que mais países sigam o caminho do Reino Unido, havendo aqui novas tendências fraturantes. A 23 de junho de 2016 realizou-se um referendo no Reino Unido onde a população decidiria se deveria permanecer na União ou devia sair, ganhando o sim, sendo que o prazo para as negociações das condições da saída termina a 29 de março de 2019. Um Estado-Membro pode retirar-se da união, nos termos do artigo 50º TUE[1], sendo que esta é a primeira vez que tal acontece. Embora houvesse algum ceticismo em relação a este referendo, a verdade é que o sim prevaleceu e instalou-se um sentimento de surpresa geral. O tratado da União Europeia prevê a ação externa na segurança nos artigos 23º a 46º TUE. A política comum de segurança e defesa (PCSD) é parte integrante na política externa e de segurança comum (PESC). O artigo 41º estabelece disposições gerais sobre o financiamento da PESC e da PCSD. O Reino Unido é o Estado-Membro que representa a segunda maior economia da U.E e possui 12% da sua população. É também das nações mais capazes e influentes no que respeita à segurança e defesa, trazendo essa capacidade para vários conflitos, crises e operações. O país é o Estado que mais investe em matéria de defesa e despõe do quinto maior orçamento de defesa do mundo, sendo que o seu contributo para a defesa europeia é de cerca de 1/4. O Reino Unido tem sido muito importante no que diz respeito ao fornecimento de meios para as missões e operações da União, em África e no Pacifico. O direito do país tem sido bastante influenciado por décadas como membro da União, incorporando o direito da União e a sua legislação em várias matérias, incluindo a defesa e a regulação dos contratos públicos de defesa e segurança (2011). Esta legislação está agora claramente dependente de negociações entre o Reino Unido e a União. Assim sendo, é de constatar que se perderá um parceiro político estratégico potencial contribuidor para a política comum de Segurança e Defesa (PCSD)[2] Contundo, como o secretário dos negócios estrangeiros britânicos disse ”O Brexit não significa que o Reino Unido se irá tonar isolacionista ou virar as costas para o mundo”.[3]
O Brexit abriu uma nova divisão entre as democracias ocidentais e fechou um período, que durou mais de quarenta anos, em que as três principais potencias europeias pertenceram simultaneamente à União Europeia e à NATO, os dois pilares que definem o modelo multilateral da “comunidade de segurança pluralista do Atlântico Norte”. Esta dualidade representeava uma garantia fundamental para a congruência do regime de segurança europeu, cuja credibilidade está posta em causa, quer pela incapacidade de intervir para conter a escalada dos conflitos, quer pela crise de confiança.[4] Um afastamento do Reino Unido da Europa poderá aproximá-la da NATO com a perda de implicações no Reino Unido na organização. É previsível que a relação entre o Reino Unido e a NATO permaneça, sendo que o país irá continuar a disponibilizar a sua capacidade e apoio à organização, assim como continuar a participar em missões, como sucede com a Estónia.  O país tem incentivado bastante a União nas suas políticas externas, no Médio Oriente, principalmente na Síria. O silencio da “voz” do Reino Unido nestas políticas, irá certamente enfraquecer a Europa nas mesmas. Ao contrário de outros países da união (exceto a França), o país tem tropas em vários países como o Canadá, vários países do Golfo, e os Estados Unidos. Esta saída irá retirar “impressões digitais” da União nestes países. No caso da Somália, o Reino Unido, com a União e as nações unidas chegou a objetivos que nunca conseguiria só por si. Com a liderança do país, a União conseguiu pagar a 22.000 pacificadores e a união é quem atribui mais fundos para as instituições governamentais da Somália.[5] Esta perda de “voz” do como membro pode também afetar a situação da Ucrânia, dado que, o Reino Unido foi dos maiores críticos em relação à intervenção da Rússia na Ucrânia e relativamente à região dos Balcãs. Assim sendo, esta situação pode levar a uma perda de credibilidade da União. Uma possibilidade que é apresentada é o facto de a União poder reorientar a sua estratégia global para países onde já deixou a sua marca, como por exemplo, em África, onde França e Espanha têm interesses particulares. Outros discordam, afirmando que pelo contrário, pode haver uma estratégia mais ambiciosa de forma generalizada por parte da União. Uma das preocupações é que a integração da defesa da união pode passar a ser meramente teórica, que pretende demonstrar uma unidade política, em vez de realmente ser baseada numa intenção de desenvolver a capacidade militar da união. Há, portanto, muitas divergências sobre se a Europa irá mudar a sua estratégia futura. O governo francês pode encontrar-se num conflito entre, por um lado, a sua vontade de continuar a relação unida que tem com o Reino Unido, e o seu ceticismo relativamente a uma punição depois do Brexit, e por outro lado, os seus compromissos na integração da defesa da união. A França e a Alemanha propuseram uma iniciativa comum quanto a uma “união de defesa” da U.E. Os dois países pretendem uma implantação de missões no exterior mais rápida, como a operação Sophia ou a operação Atlanta. “o problema para a França é que tem Estado presa entre uma Alemanha relutante em usar a força militar robusta no exterior e um Reino Unido relutante em agir militarmente através da União Europeia”(Keohane, 2017).[6] Pretende-se assim, uma maior integração de defesa entre os Estados-Membros que pretendam prosseguir um maior reforço da defesa na união europeia. O conselho europeu de junho de 2017 decidiu avançar em concreto com a cooperação estruturada entre “os Estados-Membros cujas capacidades militares preencham critérios mais elevados e que tenham assumido compromissos mais vinculativos uns aos outros nesta área, tendo em vista as missões mais exigentes.”, havendo aqui um reforço deste mecanismo previsto no tratado de Lisboa.[7] As preocupações com a defesa e a segurança da Europa levaram Angel Merkel a defender que a união europeia deve ter um exército europeu, exclusivo, para garantir uma maior união e integridade da união. [8]Ao sair as forças militares do país capazes de operar numa escala global, abandonando a França como a única força com maior poder na união. Com esta partida, as suas forças militares vão fazer com que haja perdas no inventário militar da união, levando consigo uma desproporcionada quantia de equipamento.
 Uma das áreas mais críticas em termos de infra-estruturas, diz respeito à segurança energética. Este problema deve-se ao contexto atual do preço alto do petróleo e do gás e o impacto dos preços da energia. O mercado do país está plenamente integrado na Europa. A saída do Reino Unido pode levar a que haja aqui uma maior vulnerabilidade a nível geopolítico, na medida em que há uma necessidade de encontrar medidas para que o país tenha acesso ao mercado europeu.
O Reino Unido abandona a União Europeia num momento bastante critico em matéria de defesa, devido ao terrorismo, ao estado islâmico, à crise dos refugiados e os conflitos com o médio oriente. Numa altura em que as instituições europeias começam a planear um papel mais ambicioso para responder a estes problemas, como por exemplo através da introdução de uma nova força na fronteira da União. O facto de a informação ser partilhada pode prevenir vários ataques terroristas, para assegurar que informação critica é escolhida e partilhada de forma rápida. Estes instrumentos não funcionam numa situação de isolamento, já que, é a forma como eles interagem que leva à eficácia. Por exemplo, se uma pessoa deixa a Europa para se juntar a um campo de terroristas na Síria e pretende voltar para radicalizar ainda mais pessoas e prosseguir com uma atrocidade. Há vários sistemas e ferramentas que permitem ter em conta comportamento suspeito. Assim, as autoridades europeias podem adiantar-se, antes que essas pessoas matem pessoas inocentes. Para evitar qualquer lacuna durante este processo, o Reino Unido e a União têm de cooperar neste sentido, sendo que colocar entraves neste sentido será colocar a segurança dos cidadãos em risco.[9] A nova relação deve ser dinâmica e adaptável, envolvendo acordos. Num relatório do conselho internacional de aeroportos enviado à comissão europeia indica que na ausência de um acordo, seis milhões de passageiros com voos provenientes do Reino Unido para o continente terão de ser submetidos a controlos suplementares. Alguns aeroportos não estão minimamente preparados para estas alterações, teriam de ser submetidos a mudanças significativas e dispendiosas nas infraestruturas. Assim sendo, o conselho pede à comissão europeia que mesmo sem acordo, o Reino Unido continue a fazer parte de um controlo de segurança único.[10] Passarei a abordar com especial relevância os vários mecanismos que seriam benéficos manter na relação da união com o Reino Unido:
1)     Europol: Consiste numa agência que facilita a cooperação entre autoridades por processar dados sobre crimes que foram realizados em diferentes países da união. O sistema de informação da Europol (EIS), contêm informação sobre criminosos e terroristas na união. Este serviço possui acordos com vários países terceiros, como é o caso dos Estados Unidos, Canadá e a Sérvia. Contundo a amplitude desses acordos é inferior aquela que existe para os países que são membros que é o caso do Reino Unido, que deixará de beneficiar de tais privilégios. [11]“A parceria tem de ter em conta que o Reino Unido será um país terceiro.”[12] Uma solução possível seria o acordo que a Europol tem com a Dinamarca, que têm relações como se de um estado terceiro se tratasse.
2)      Eurojust: Apoia a coordenação e cooperação entre os países sobre crimes sérios que afetam vários países; O Reino Unido em 2016 participou em mais de 80 reuniões e coordenou mais de 30 que apoiam as atividades das forças de segurança. Se a participação do Reino Unido fosse limitada aos termos de um país terceiro, iria perder a possibilidade de iniciar a coordenação destas reuniões e irá haver limitações nos poderes.
3)       O sistema de informação Schengen de segunda geração, que contem uma base de dados sobre indivíduos e questões de interesse das forças de segurança: O Reino Unido passou a ingressar neste sentido em abril de 2015 e entre esta data e março de 2016 mais de 6600 alertas foram tidos em consideração no país. A agência de crime nacional considerou que este sistema seria uma prioridade no que diz respeito às negociações entre o Reino unido e a união. [13]
4)       O sistema europeu de informação sobre os registos criminais, em relação à troca de informação sobre aplicações de penas, entre os Estados-Membros (ECRIS): Quando um Estado-Membro condena o nacional de outro Estado-Membro é obrigado a informar o país através deste sistema. Assim sendo, os tribunais britânicos tomam decisões baseados em ofensas noutros Estados-Membros. Atualmente,  nenhum pais terceiro faz parte deste sistema.
5)      Sistema de informação sobre passageiros (AID e PNR): Estes dados dizem respeito ao nome de passageiro, data de nascimento e número de passaporte. No Reino Unido permite-se uma identificação mais avançada, que possibilita identificar a pessoa mais cedo. A obrigação de transmitir estes dados é regulada pelo direito da união segundo a diretiva 2004/82/EC de 29 de abril de 2004. [14]
6)      Mandado de detenção europeu (EAW): Facilita a extradição de indivíduos entre os Estados Membros. A perda irá ser sentida ainda mais na Irlanda do Norte, em relação à perseguição daqueles que chegam à fronteira somente para evitar acusações. Entre 2016-2017 resultou em 1,735 indivíduos presos no Reino Unido. Antes o Reino Unido extraditava pouco mais de 60 pessoas por ano, dado que, este processo é assim menos moroso e com menos custos. Para capturar suspeitos foragidos para outros países europeus, passará a ter de recorrer à convenção de extradição de 1957, processo este muito mais lento e complicado. [15]Há outros mecanismos que podem ser usados na extradição entre os Estados-Membros da união e terceiros países. A união concluiu um acordo com a Noruega e a Islândia, países que não estão na união, mas que são membros do espaço Schengen[16]. As disposições destes acordos são semelhantes ao do mandato europeu, porém as partes podem recusar extraditar os seus nacionais. Na verdade, não há nenhum precedente relativamente a um estado terceiro possuir um acordo que seja de facto semelhante ao mandado de detenção europeu. Existem também sérios obstáculos legais e constitucionais para se considerar um acordo equivalente ao mandado europeu.
7)      A agência Europeia de defesa foi criada em 2004 e pretendia o desenvolvimento de capacidades europeias. A promoção de aquisições conjuntas, o fomento da investigação na área da defesa europeia e a perda do Reino Unido, como importante produtor de recursos de defesa causa alguma incerteza. Desta forma o Reino Unido irá ter mais dificuldade a ter acesso a financiamento europeu para a área de investigação e a iniciativas europeias neste domínio promovida pela agência europeia de defesa.
8)      A ordem de supervisão europeia (ESO) é uma das medidas pré Tratado de Lisboa a que o Reino Unido se voltou a juntar em 2014. Permite que uma pessoa acusada de um crime noutro Estado-membro possa voltar para o Estado-Membro de que é nacional e ser supervisionado até que o seu julgamento tenha lugar no país onde foi praticada a ofensa. Assim sendo, este Estado-Membro deixa de ter de suportar as custas financeiras da detenção e também para impedir o impacto nos indivíduos uma detenção num país do qual não têm qualquer ligação. Neste âmbito o Reino Unido irá ter de negociar a partir do zero.
. Os comissários de polícia e investigação ingleses já alertaram para o facto de ser essencial para a polícia inglesa ter a capacidade para perceber se uma pessoa é procurada noutro pais ou não, se estão desaparecidos, se o veículo que estão a conduzir ou não e por aí adiante. Atualmente usam regularmente 32 medidas de segurança nacional e de manutenção da lei que dependem da pertença da U.E, incluindo os mandados de prisão europeus e o sistema de informação Schengen. [17] Em relação às preocupações no que diz respeito à proteção de dados, o Reino Unido pode ser parte em iniciativas de cybersegurança que a União tem com outros países terceiros. A cybersegurança pretende identificar problemas relacionados com a utilização abusiva e que implica uma política coletiva e transversal, para reforçar a cooperação neste âmbito. Considera-se que não tem sido dada a devida atenção a este aspeto no debate. O professor Peers da universidade de Essex avisou que o país não terá acesso as bases de dados, a menos que, o país tenha uma legislação equivalente aquela que existe na união europeia. O Reino Unido deve manter a mesma proteção de dados que a união, já que, não se trata apenas de impressões digitais, abrangendo toda a economia online, cada vez que se compra algo com o cartão de crédito pela internet, portanto há uma necessidade de manter regras. [18] Lord Kirkhope da “House of Lords” colocou o mesmo problema, que o país tem de ter regras equivalentes na proteção de dados.
Numa tentativa de preparação, realizou-se um plano de contingência caso o cenário de sem acordo se concretize e quais são os recursos que o governo britânico deve conter para fazer face às necessidades. Não obstante uma publicação do parlamento britânico de 14 de março dá a conhecer preocupações relativas ao pouco foco que tem sido dado em relação à segurança. Isto sucede porque se crê que o papel dominante do Reino Unido na Europol, faz com que seja mais fácil assegurar uma relação com a união, que irá mais longe do que os restantes países terceiros. Assim sendo, esta falta de planeamento pode levar a que o resultado seja catastrófico. [19]Embora o cenário pareça caótico ainda há quem consiga afirmar que há de facto algumas vantagens na ausência de acordo, nomeadamente pela possibilidade de deter fronteiras mais fortes e com maior intervenção. Não parece que este argumento proceda, já que, sem o acesso a informações essenciais tal não é possível. Esta visão positiva afirma também que a saída da união permite ao Reino Unido considerar as suas ambições a nível global, podendo aqui ser criado aqui um debater sobre o lugar do pais no mundo, havendo a possibilidade de realizar acordos com outras economias mundiais Pode haver uma analise em relação aos meios financeiros disponíveis para perseguir os seus fins estratégicos, particularmente no momento critico é que nos encontramos. Para além disso ficaria menos exposto ao contágio da crise na zona euro.
Podemos concluir que é do interesse de ambas as partes conseguirem chegar a um acordo que permita a participação do Reino Unido em condições previamente determinadas neste domínio, sendo que um acordo irá permitir mais segurança e maior prosperidade, para ambas as partes. “os europeus não estão em guerra com Londres e querem conservar essa aliança de segurança” (Jean-Calude Juker, presidente da comissão europeia). “Já existem em outros terrenos, como no comercio, relações estratégicas entre a U.E e outros países. E não há qualquer razão jurídica, ou operacional que impeça um acordo em matéria de segurança interna” (Theresa May, primeira-ministra britânica). Podem ser necessárias novas instituições para sustentar operações de segurança e acordos, sendo vital as relações entre todos os intervenientes na segurança. Recentemente a aprovação do acordo técnico extenso,[20]levou a que houvesse mais certeza jurídica, porém provocou seis demissões, incluindo responsáveis pelas negociações em Bruxelas. Sucedeu assim uma revolta interna no partido conservador numa tentativa de derrubar a primeira-ministra, com uma serie de críticas ao acordo que se tinha conseguido, nomeadamente em relação às promessas que tinham sido feitas ao país.[21] Os defensores da saída do Reino Unido da união, sustentam que o acordo mantém parte considerável das amarras que limitam a soberania britânica, e a ministra não está a respeitar a vontade dos cidadãos, desrespeitando a democracia. 




[1] Tratado da União Europeia
[2]Martins, Ana Guerra;”Os desafios contemporâneos da ação externa da União europeia”, (2018) pag. 454
[3] Viana, Vitor Rodrigues “Brexit”; revista Nº147 2017 do instituto de defesa nacional
[4] Viana, Vitor Rodrigues “Brexit”; revista Nº147 2017 do instituto de defesa nacional
[5] http://bostonreview.net/editors-picks-world/alex-de-waal-brexit-threatens-world-peace-and-security
[6]  Viana, Vitor Rodrigues “Brexit”; revista Nº147 2017 do instituto de defesa nacional
[7]Viana, Vitor Rodrigues “Brexit”; revista Nº147 2017 do instituto de defesa nacional
[8] https://www.publico.pt/2018/11/13/mundo/noticia/merkel-lado-macron-ue-precisa-exercito-mostrar-mundo-havera-guerra-europa-1850990
[9] https://www.youtube.com/watch?v=0h1vgHLBUpo
[10] https://www.dn.pt/mundo/interior/aeroportos-europeus-alertam-para-riscos-de-seguranca-em-caso-de-brexit-sem-acordo-9875642.html
[11] https://publications.parliament.uk/pa/cm201719/cmselect/cmhaff/635/635.pdf
[12] Article 50 Guidelines, 23   March 2018
[13] https://publications.parliament.uk/pa/ld201617/ldselect/ldeucom/77/77.pdf
[14] https://publications.parliament.uk/pa/ld201617/ldselect/ldeucom/77/77.pdf
[15] https://publications.parliament.uk/pa/cm201719/cmselect/cmhaff/635/635.pdf
[16] https://ec.europa.eu/home-affairs/sites/homeaffairs/files/e-library/docs/schengen_brochure/schengen_brochure_dr3111126_pt.pdf
[17] https://sol.sapo.pt/artigo/621536/reino-unido-policias-alertam-para-problemas-de-seguranca-p-blica-sem-acordo-no-brexit
[18] https://publications.parliament.uk/pa/ld201617/ldselect/ldeucom/77/77.pdf
[19] https://publications.parliament.uk/pa/cm201719/cmselect/cmhaff/635/635.pdf
[20] https://ec.europa.eu/commission/sites/beta-political/files/draft_agreement_coloured.pdf
[21] https://www.publico.pt/2018/11/15/mundo/noticia/demissoes-governo-rebeliao-interna-deixam-brexit-may-ligado-maquinas-1851289

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